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Design

O design das buchas autolubrificantes, dependem de diversos fatores. Os principais são:

Carga

Velocidade

Temperatura

Tipos de movimento

Dureza e rugosidade do contra material

Em todos os casos / aplicações, a rugosidade do contra material provocará uma remoção do lubrificante sólido que está incorporado / impregnado na bucha, placa ou anel que se sedimentará ao contra material, formando o que chamamos de filme de lubrificante sólido. Vide ilustração ao lado.

Por isto, o desgaste das peças autolubrificantes, ocorre quase que somente no início do trabalho, até a formação do filme de lubrificante sólido. Após esta formação, a taxa de desgaste é mínima ( e muitíssimo menor comparado com lubrificação convencional ). Vide ilustração abaixo.
Por isto, o desgaste das peças autolubrificantes, ocorre quase que somente no início do trabalho, até a formação do filme de lubrificante sólido. Após esta formação, a taxa de desgaste é mínima (e muitíssimo menor comparado com lubrificação convencional). Vide ilustração abaixo.

CARGA

A capacidade de carga de uma bucha, placa ou anel é calculada multiplicando-se a área de arraste / contato pela sua capacidade de carga.

TIPOS DE CARGA



VELOCIDADE

O atrito entre 2 materiais, que deslizam entre si, é a principal fonte de geração de calor. Através de experiências, comprovou-se que a velocidade de trabalho aumenta a temperatura mais que a pressão a elevaria.

Em condições de trabalho com altíssimas velocidades, além da utilização dos materiais autolubrificantes adequados, é recomendado a lubrificação adicional por óleo a fim de se otimizar o arrefecimento do sistema, o que aumentará a resistência ao desgaste.


TEMPERATURA

A vida útil dos materiais autolubrificantes é bastante influenciada por duas fontes de calor, a saber:

1 – Temperatura ambiente

2 – Temperatura decorrente do atrito, principalmente pelos movimentos de oscilação e axial.

Em condições de trabalho em altas temperaturas, o fator PV - PRESSÃO x VELOCIDADE – deveria ser limitado à um valor pequeno.

Nestes casos – altas temperatura – jamais deve-se usar buchas termoplásticas pois possuem baixa resistência ao calor. Elas possuem um alto coeficiente de expansão térmica que, se não for compensado na folga de trabalho, pode travar o equipamento.


MOVIMENTO

Dependendo do tipo de sistema autolubrificante que se está usando, é muito importante saber-se o tipo movimento entre as duas superfícies (por exemplo um eixo em uma bucha) para que seja feita a melhor distribuição do agente autolubrificante.

ROTAÇÃO

Sempre em um mesmo sentido

OSCILAÇÃO

Alternado p/ ambos os sentidos

AXIAL

Vai e vem

ROTAÇÃO e OSCILAÇÃO



DUREZA E RUGOSIDADE DO CONTRA MATERIAL

A dureza do contra material deve ser no mínimo 200 Hb ( 15 HRC ) mais duro que o material autolubrificante. Isto manterá o contra material sempre nas condições ideais de trabalho, necessitando apenas a troca periódica do autolubrificante. É como o pneu e a roda no carro. Troca-se diversas vezes o pneu, sempre mantendo a mesma roda.

A rugosidade correta do contra material, é de vital importância para uma longa vida útil do sistema. Se for muito baixa, não promoverá a retirada do lubrificante sólido do sistema autolubrificante. O trabalho será a seco. Se for muito alta, implicará em um desgaste prematuro dele.

Assim, a rugosidade ideal, depende do tipo de sistema autolubrificante em uso, mas nunca deve ser inferior a 0,2 µm e nunca superior a 1,0 µm.

Em geral, recomendamos evitar:

• Retíficas e brunimentos extra finos. Só encarecerem o processo
• Tratamentos térmicos para aumento de dureza. Além de não serem necessários, tbm encarecem o processo
• Revestimentos ! Se não muito bem feitos e / ou com o tempo, podem se desprender e se tornarem um agente agressor entre o sistema autolubrificante e o contra material.
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